Mau Egípcio

Mau Egípcio

Mau Egípcio

História

Os murais eternamente preservados no Antigo Egito apresentam gatos com pintas idênticas ao Mau Egípcio. E a maioria dos gatos tem como seu antecessor o Gato Selvagem Africano (Felis silvestris lybica), mas o Mau Egípcio é o que mais se tornou parecido com o seus descendentes mais selvagens.

O gato ainda é muito comum de ser encontrado pelas ruas do local onde foi criado, ou seja, nas ruas de Cairo. No antigo Egito este gato era venerado e segundo as crenças populares, o Mau Egípcio descende do gato simbolizado pelos Deuses Rá e Bast do Antigo Egito. Uma teoria que provém da marca distinta que o animal possui na teste o que lembra muito o escaravelho sagrado, símbolo que é possível ver com frequência na testa dos gatos representados nos murais egípcios.

O ressurgimento desta raça remonta os anos 50 quando a princesa russa Nathalie Troubetskoy exilada na Itália teria se apaixonado pela pelagem única do Mau. Foi então importada do Egito uma fêmea que cruzou com um gato italiano. A raça somente foi dada como conhecida na Europa quando as crias participaram pela primeira vez em uma exposição de gatos realizada em Roma. Poucos anos depois foi que Troubetskoy teria ido para os Estados Unidos onde o apuramento da raça teria atingido seu expoente máximo.

Apesar disto, apenas quinze anos mais tarde é que a raça teria sido reconhecida oficialmente, com exceção da Grã-Bretanha onde ainda não teria adquirido este estatuto. Atualmente existe um grande esforço de reprodução de um gato com aparência que seja semelhante na Europa, dado a ser uma raça bastante escassa. Esta linhagem pode ser baseada originalmente nos Tabies resultantes de um apuramento de Siameses Point Tabby. Para que se pudesse prevenir qualquer tipo de confusão este grupo de gatos já não é mais denominado como Mau Egípcio e sim o Oriental Malhado de pelo curto.

Características físicas

Sua cabeça é um pouco arredondada, conta com orelhas grandes, largas em sua base, olhos grandes amendoados e nas cores verde, amarelo ou avelã.

Seu porte é médio e tem um corpo bastante proporcional músculos bem desenvolvidos e um rabo longo. Seu comprimento do pelo é médio e tem uma textura fina, densa e brilhante.

Os gatos da raça Mau Egípcio são tipicamente esguios e musculosos, pesados para uma das raças progenitoras de gato doméstico moderno. Eles deverão ter diferenças anatômicas, metabólicas e comportamentais de raça de gatos, outros que poderiam ainda ser indícios de antiguidade ou pelo menos singularidade de raças de outros gatos. Existem algumas diferenças anatômicas, que são suas pernas que são ligeiramente mais curtas na parte da frente. Além disto, ele também possui uma dobra de pele sob a barriga, como a chita que ajuda na execução permitindo assim que as pernas possam estar mais para trás do que o normal. Este é um dos mais importantes e reconhecíveis traços deste animal além de uma longa e escura faixa que vai de sua cabeça para a sua cauda seguindo a sua coluna.

Comportamento

O Mau Egípcio é um gato doméstico bastante calmo, carinhoso, esperto, caçador e também muito amigo do seu dono. É bastante sociável, aceitando estar entre as pessoas sem problema algum e também se dá muito bem com outros animais que possam viver em um mesmo ambiente que o seu. Como defeito é possível se considerar que o Mau Egípcio é bem preguiçoso.

É também acima de tudo muito apegado a família. Bastante famoso por receber os donos á porta com abanares de cauda além de vocalizações de contentamento, sons que parecem inclusive que está se conversando com o felino. Necessitam por este motivo de um dono que seja bastante presente e tenha mais tempo disponível para gatos. São ativos moderados.

Não gostam de estranhos e costumam ainda receber com dificuldades outros animais em casa, além deserem muito territoriais.

O Mau Egípcio é considerado como uma raça bastante rara, relativamente escassa até mesmo com seus vários processos de criação realizados para gerar novos gatos semelhantes. Esta linhagem se baseou originalmente em rajados produzidos durante a criação dos Siameses Tabby Point. Estes gatos são agora descritos como os Orientais Mosqueados, em vez de Maus Egípcios evitando assim qualquer tipo de confusão.

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