LaPerm

Laperm

Laperm (foto: laperm.wordpress.com)

História

No verão de 1982, nos Estados Unidos da America, em um grande pomar de cerejas de uma fazenda localizada perto de Oregon, uma gata parda chamada speedy, deu a luz a seis gatinhos. Os proprietários, Richard e Linda Koehl, notaram que um dos filhotes, uma fêmea, nasceu totalmente sem pelo, e pesava menos que seus irmãos de ninhada, mas tinha um corpo mais longo e orelhas maiores

O gatinho prosperou, e em cerca de oito semanas de idade, os pelos macios e encaracolados começaram a aparecer em seu corpo. Ela foi apropriadamente batizada Curly e sua dona, Linda Koehl, descobriu que ela não só tinha uma pelagem única, mas também tinha uma personalidade encantadora.

Quando a gatinha Curly alcançou a idade reprodutiva, produziu sua própria ninhada de cinco machos malhados, sendo que todos nasceram sem pelo e como em sua mãe, aos oito meses, nasceram pelos encaracolado em todo corpo. Embora os Koehls não soubessem disso na época, o pelo encaracolado é regido por um gene dominante; portanto, apenas um dos pais precisa do gene para produzir descendentes com pelos encaracolado.

Ao longo dos próximos cinco anos, a familia Koehls não fez nenhum esforço para evitar o cruzamento de Curly e de suas ninhadas, apenas deixou a natureza seguir seu curso. E já que a natureza dita que os gatos domésticos se reproduzem em um ritmo incrivelmente rápido, os Koehls logo tiveram uma colônia grande e diversificada, em uma infinidade de cores e padrões. Infelizmente, Curly desapareceu uma noite e nunca mais voltou, mas seu legado continua.

Depois de ler sobre raças de gato, Linda Koehl percebeu que seus gatos tinham padrões únicos, e decidiu apresentá-los em uma exposição de gatos. Ela nomeou a raça de LaPerm que significa “ondulado” em várias línguas. Em 1992, ela levou quatro LaPerms a um show CFA em Portland, Oregon. Sua caixa de transporte com diversos LaPerm , foi logo cercada por uma multidão de curiosos e cativou amantes de gatos.

Linda Koehl, motivada pelo entusiasmo dos amantes de gatos, começou a freqüentar exposições regularmente. Com a ajuda de geneticistas e outros criadores que também estavam fascinados, ela fundou o Gatil Kloshe, começando um programa de melhoramento, e o processo longo e complicado de ganhar reconhecimento para o LaPerm. A CFA reconheceu a raça, e em 1995 a TICA também.

Características físicas

Corpo com comprimento médio a longo, musculatura bem desenvolvida, pesando 3,5 a 4,5 quilos os machos e 3 a 4 quilos as fêmeas.

Patas finas e longas, sendo as traseiras ligeiramente maiores que as dianteiras.

Os quadris são ligeiramente mais elevados do que os ombros.

A cauda é fina em proporção ao tamanho do corpo, e é geralmente encaracolada e emplumada quando o animal possui pelo longo e em formato de escova quando o animal tem pelo curto.

Cabeça em forma de cunha com contornos suaves e arredondados. Grandes orelhas em forma de concha com pelos encaracolados em torno da base. Olhos grandes em formato de amêndoa, ligeiramente afastados; a cor dos olhos não tem relação com a cor da pelagem; todas as cores dos olhos são aceitas.

O pescoço é ereto e de tamanho médio em proporção ao corpo.

Possuem pelos encaracolados, flexíveis, leves, arejados de tamanhos variados, desde pelo curto ate pelo longo. Todos os padrões de tamanho e cores são permitidos. O pelo não embaraça facilmente. Como há pouco subpêlo, o pelo com formato encaracolado mantém grande parte da pelagem solta presa ao corpo, em vez de cair no chão e em móveis.

Tornam se adultos em media com três anos.

A CFA a TICA permite cruzamento com gatos domésticos de pelo longo e pelo curto para expandir o pool genético da raça. A CFA, no entanto,estabeleceu que gatinhos LaPerm nascidos em ou após 1 de Janeiro de 2015, só pode ter pais LaPerm.

Comportamento

Com um comportamento bastante interativo, é um gato para quem gosta de animais participativos dos costumes da casa. Sua personalidade marcante faz com que ele desenvolva uma forte ligação afetiva com os donos e esteja sempre pronto para brincadeiras, até mesmo com estranhos.

Logo que abre os olhos, às vezes até antes, já busca a atenção humana. Conforme cresce, torna-se ativo, desejando sempre estar em contato com o mundo que o cerca. Faz de tudo para ser notado e, se malsucedido, dá meia volta e tenta o divertimento de alguma outra forma, sem rancor algum.

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